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USHER4

PESQUISA USH4

GENE: ARSG
ANO DE IDENTIFICAÇÃO: 2020-2023

NOVO TIPO DE SÍNDROME DE USHER CONFIRMADO: TIPO 4

 

A síndrome de Usher (USH) é uma doença hereditária autossômica recessiva caracterizada por perda auditiva neurossensorial e retinose pigmentar (RP) com ou sem problemas do sistema vestibular (equilíbrio corporal). É a principal causa de surdocegueira hereditária no mundo, com uma prevalência estimada de 3-17 por 100.000 indivíduos.

A USH é altamente heterogênea tanto do ponto de vista clínico quanto genético. Compreender os diferentes genes, tipos e subtipos associados é essencial para o aconselhamento genético e para informar os pacientes sobre o seu prognóstico. Também é necessário avaliar a eficácia de terapias futuras e selecionar pacientes elegíveis para tais terapias.

Anteriormente, 3 tipos clínicos de USH eram distinguidos pela idade de início, gravidade e progressão dos sintomas, mas recentemente, com base de estudos de casos em todos mundo, os pesquisadores confirmaram mais um tipo de síndrome de Usher na qual vamos descrever mais detalhes a seguir.

 

O TIPO 4

Recentemente, foi relatado que variantes no gene Arilsulfatase G (ARSG) estão subjacentes ao Usher tipo 4. A Síndrome de Usher tipo 4 tanto a perda auditiva quanto as queixas relacionadas à retinose pigmentar tem início tardio: a maioria começou a ter dificuldade auditiva entre 20 e 40 anos, sem envolvimento vestibular e a retinose pigmentar entre 40 e 60 anos.

Esta é realmente uma descoberta importante, que dá mais clareza sobre uma série de pacientes com queixas atípicas de Usher sem diagnóstico genético. Entretanto, após a identificação do ARSG como gene Usher, 15 pessoas que foram diagnosticadas em todo o mundo, tem mutações no gene ARSG. Como foi demonstrado que esses pacientes apresentam um padrão comum de sintomas, este não é mais considerado um quadro atípico, mas constitui um novo tipo clínico.

      

Apesar dos sintomas já conhecidos do Usher tipos 1, 2 e 3, o quadro clínico do tipo 4 se difere nas características no diagnóstico: além do início mais tardio da perda auditiva e da retinose pigmentar, os problemas visuais estão localizados mais centralmente, isto é, a perda da visão destes pacientes ocorrem na parte central do olho, em oposição aos outros tipos de Usher, que geralmente apresentam problemas na parte externa do campo visual (periférica). Nos casos relatados há envolvimento macular progressivo, resultando eventualmente na perda quase completa da retina central externa. Como o quadro clínico é consistente com todos os pacientes USH 4, os pesquisadores são da opinião que não se trata de Usher atípico, mas sim, de um novo tipo de Usher.

Apesar da confirmação do novo tipo clinico, ainda tem poucos conhecimentos sobre a evolução da USH 4, porque apenas 15 pacientes foram descritos e, portanto, apenas tem como referência nas descobertas deste pequeno grupo.

Infelizmente, ainda existem pessoas para as quais os sintomas relacionados ao Usher não podem ser confirmados por um diagnóstico e por isso os testes genéticos são importantes para ter o diagnóstico certo e também para futuros tratamentos e/ou cura para esta doença ainda pouco compreendida.

 

Fontes:

NIH

Ushersyndroom

NOTÍCIAS CIENTÍFICAS RELACIONADAS AO USH4

 

22 DE MAIO DE 2024 

PACIENTE MAIS JOVEM COM USHER 4

 

Com apenas três anos de idade, Jovi Cox é a pessoa mais jovem a ser diagnosticada com Síndrome de Usher Tipo 4. Esta é uma condição genética que causa perda de audição e visão, mas os pacientes desse tipo geralmente só apresentam sintomas mais tarde na vida.

Atualmente, Jovi não apresenta todos os sintomas associados à síndrome de Usher, mas sua condição pode mudar à medida que ela envelhece. No momento, ela tem perda auditiva moderada, mas seu diagnóstico significa que ela pode sofrer perda de visão ou uma diminuição adicional em suas habilidades auditivas. A intervenção precoce é crucial para apoiar o desenvolvimento de Jovi para que ela possa viver a vida ao máximo. 

 

O que isto significa para a síndrome de Usher: Ter um diagnóstico genético dá às famílias que cuidam de uma criança com necessidades especiais de cuidados de saúde uma melhor compreensão sobre o que o seu filho enfrenta hoje, bem como o que o futuro pode reservar. Um diagnóstico informa aos pais se o seu filho precisa de exames ou medidas preventivas mais precoces ou avançadas e ajuda a antecipar a necessidade de tratamentos ou terapias futuras como é o caso da síndrome de Usher.

 

Fonte:

The Smith Family Clinic for Genomic

 

MUTAÇÕES NO GENE DA ARILSULFATASE G (ARSG): O TIPO 4

7 DE JULHO DE 2023

Anteriormente, três tipos de síndrome de Usher (USH) eram definidos com base na idade de início e na gravidade dos sintomas clínicos. Os três tipos (USH1, USH2, USH3) são subtipados por testes genéticos, indicados por uma letra após o número. Normalmente, a apresentação e a progressão dos sintomas são semelhantes dentro de cada tipo. A USH atípica ocorre quando são encontradas mutações em um dos genes conhecidos por causar um subtipo, mas a apresentação dos sintomas é diferente do típico para esse tipo.

Mutações no gene da arilsulfatase G (ARSG) foram implicadas como causadoras de um quarto tipo de USH (USH4) com um conjunto distinto de sintomas que inclui o início tardio de deficiência auditiva e retinite pigmentosa (RP), sem envolvimento vestibular.

Ao contrário dos tipos USH1-3, nos quais o RP está localizado principalmente na região externa ou periférica da retina causando visão em túnel, o RP no USH4 está predominantemente localizado nas regiões pericentral e macular da retina e afeta a visão central (Khateb et al 2018, Abad-Morales et al 2020, Peter et al 2020, Fowler et al 2021, Igelman 2021 et al 2021). Mais recentemente, investigadores do Centro Médico da Universidade Radboudumc, na Holanda, confirmaram estes resultados clínicos em indivíduos adicionais e não aparentados.

O que isto significa para a Usher: Este tipo distinto de síndrome de Usher, recentemente descrito, amplia o campo do conhecimento, o que é importante para melhorar o diagnóstico e o manejo dos sintomas. 

Fonte:

NCBI

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