BAIXA VISÃO

 

 

 

Existe muita dúvida em relação à cegueira e a baixa visão.

Primeiramente precisamos esclarecer que ambas as situações são consideradas como "deficiência visual". E por isto são classificadas por 2 categorias: a cegueira e a baixa visão.

 

Pelos critérios médicos/legais é considerado visão normal a que segue os padrões do Teste de acuidade visual e outros testes como o Teste de Snellen. Mas também existe a possibilidade de realizar outros exames mais sofisticado como o teste ocular por contraste que mede a qualidade da visão a partir da percepção, o teste campo visual, o teste da visão cromática entre outros.

O teste de Snellen é muito conhecido pela sua tabela constituída por letras de tamanhos diferentes, numa série de linhas, começando por tamanhos maiores e terminando em tamanhos pequenos. O teste de Snellen fazem parte do exame oftalmológico básico na maioria das clínicas.  

Teste de Snellen

A acuidade 20/200 é a maior letra da tabela de Snellen. Para chegar a este número, a acuidade visual é expressa como fração. O primeiro número representa a distância de teste em pés (20 pés) entre o quadro e o paciente, e o segundo representa a fileira menor das letras que o olho do paciente pode ler. Os médicos chegam a esse resultado dividindo os números: a visão é medida na distância de 20 pés, então quando se fala 20, quer dizer: 20 pés, o equivalente em metros, seria aproximadamente 6 metros de distância. Por exemplo: Alguém com visão 20/20 é considerado com 100% de acuidade. Significa que estando a seis metros de distância de um objeto, a pessoa o enxerga como capacidade considerada normal. O que significa  uma pessoa tem visão 20/20 tem visão normal.

Exemplo de baixa visão

Os portadores de alguma deficiência visual têm o segundo número maior que 20. Uma pessoa com visão 20/40 tem 85% de acuidade visual e precisa de seis metros de distância para enxergar o que uma pessoa de visão normal enxergaria a 12 metros de distância. Conforme a pessoa vai enxergando menos, ela precisa de uma letra maior para poder ver com clareza, depois do 20/20 vem 20/30, 20/40, até chega na letra de tamanho maior da tabela que é 20/200.

Veja tabela abaixo segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde):

  • 20/30 a 20/60: leve perda de visão, ou próximo da visão normal

  • 20/70 a 20/160: baixa visão moderada, baixa visão moderada

  • 20/200 a 20/400: grave deficiência visual, baixa visão grave

  • 20/500 a 20/1000: visão profunda, baixa visão profunda

  • Inferior a 20/1000: quase total deficiência visual, cegueira total ou quase

  • Nenhuma Percepção da luz: total deficiência visual, cegueira total

 

Segundo o portal do glaucoma e da baixa visão, usa-se porcentagem seguindo critérios:

  • 20/20 - 100% visão normal

  • Maior que 80% - 20/25 

  • 60% - 20/30

  • 50% - 20/40 

  • 40% - 20/50

  • 30% - 20/60

  • 25% - 20/80 

  • 20% - 20/100

  • 12% - 20/150 

  • 10% - 20/200

  • 6% - 20/300

  • 5% - 20/400 

  • 4% - 20/500

  • 3% - 20/600

  • 2,5% - 20/800

  • 2% - 20/1000

  • 1,5% - 20/1200

Simplificando o que foi descrito aqui:

Baixa visão e suas características

Baixa visão e Síndrome de Usher

A retinose pigmentar é uma das características considerada como baixa visão. Portanto quem tem Síndrome de Usher, possui também a característica de baixa visão. 

Estimativa

Aqui no Brasil, segundo dados do IBGE, a maior parcela de tipos de deficiência pesquisados, a visual é a mais representativa e atinge 3,6% dos brasileiros, isto é, 6 milhões de brasileiros têm deficiência visual, sendo que 500 mil são cegos. Segundo a OMS, cerca 80% das deficiências visuais poderiam ser evitadas ou curadas se fossem diagnosticadas e tratadas a tempo.

    

           

Causas da cegueira e baixa visão

Congênitas: já ocorrem no nascimento, por exemplo: corioretinite macular por toxoplasmose; muitas vezes são de origem genética, familiar, como retinose pigmentar, glaucoma congênita, catarata congênita, etc.

Adquiridas: por doenças adquiridas, como diabetes, descolamento de retina, glaucoma, catarata, degeneração senil de mácula, traumas oculares.

 

Os sintomas e indícios relacionados à deficiência visual

  • Constante irritação nos olhos;

  • Excessiva aproximação junto ao rosto para ler ou escrever;

  • Dificuldade para leitura à distância;

  • Esforço visual;

  • Dificuldade em reconhecer cores;

  • Inclinação da cabeça para tentar enxergar melhor;

  • Dificuldade de enxergar pequenos obstáculos no chão ou nas laterais;

  • Nistagmo (olho constantemente trêmulo);

  • Estrabismo;

  • Dificuldade de enxergar em ambientes claros ou escuros.

 

Barreiras enfrentadas por pessoas com deficiência visual - baixa visão

  • Contraste inadequado de cores;

  • Leitura com fonte de letra com serifa ou decorada;

  • Leitura com letra pequena (ou grande em alguns casos);

  • Conteúdos que perdem sua funcionalidade quando ampliados;

  • Locais de pouca iluminação (ou de muita iluminação em alguns casos);

  • Dependendo do grau da baixa visão, o usuário irá utilizar um leitor de tela. Desse modo, as barreiras serão as mesmas enfrentadas por uma pessoa cega.

Auxílios ópticos para melhorar a visão de perto

  • Óculos com lentes esféricas;

  • Óculos com lentes esfero prismáticas;

  • Lupas normais;

  • Lupas de apoio;

  • Sistemas de telemicroscópios;

  • Sistemas de videomagnificação.

  • Computador com ampliadores de tela. Além disso, dependendo do grau residual de visão, essas pessoas também acabam utilizando os softwares leitores de tela e os recursos de alto contraste.

O universo da baixa visão é muito variável e depende de acordo com o grau e o tipo de perda da visão. A baixa visão ou visão subnormal é uma condição intermediária entre a visão normal e cegueira. Elas têm limitações severas de visão, tem dificuldades em enxergar, mas ainda possuem um resíduo visual que as permite ter certa independência. No entanto, muitas vezes elas precisam usar a bengala ou cão-guia para se locomover, e mesmo assim ser capaz de ver utilizando sua visão central ou visão lateral. 

 

Mesmo com os recursos ópticos, as pessoas com baixa visão ainda enfrentam desafios diários como na rua, nas escolas, no trabalho, na igreja, etc. Ela pode ter autonomia, pode desfrutar a vida normalmente, desde que aceite e saiba lidar com suas limitações.

Fontes​

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Responsável: Ana Lúcia Perfoncio