DIVERSIDADE NA SURDEZ

 

A intenção desta publicação é apenas informar, esclarecer e divulgar sobre as diferenças da definição de surdos.

Talvez você não saiba, existem vários equívocos sobre surdos. Isto porque os surdos não são todos iguais. Cada um tem a individualidade e devemos evitar a padronização.

 

Vamos aos conceitos que são importantes:

 

PERDA AUDITIVA

É a diminuição da audição que reduz a capacidade de ouvir sons e dificulta compreender as palavras. A dificuldade se manifesta em diferentes graus, desde perdas auditivas mais leves até a surdez profunda e, pode ocorrer em apenas um ouvido ou nos dois. Isto pode acontecer desde o nascimento ou no decorrer da vida.

 

SURDEZ ou HIPOACUSIA

É a ausência parcial ou total da audição, ou seja, a pessoa surda não ouve absolutamente nada. Isto também pode ocorrer desde o nascimento ou numa determinada fase da vida.

 

DEFICIÊNCIA AUDITIVA

É a incapacidade parcial ou total de audição. Pode ser de nascença ou causada posteriormente por doenças ou acidentes.

Logo, o deficiente auditivo é classificado como surdo.


DIFERENÇA ENTRE SURDO E MUDO

Surdo

É aquela pessoa que possui uma inabilidade total ou parcial de ouvir.

Mudo

É aquele que não faz uso de seu aparelho fonador para a fala ou qualquer outra manifestação vocal.

Existem pessoas surdas, mudas e aquelas que por não ouvirem, apresentam sérias dificuldades de fala, sendo estes últimos chamados incorretamente de surdo-mudo.

Por isto, a expressão surdo-mudo não deve ser usada. Não sinta receio em explicar para as pessoas que os surdos não são mudos!

 

AGORA VAMOS EXPLICAR OS DIFERENTES TIPOS DE SURDO: 

 


SURDO SINALIZADO

Este surdo usa a linguagem gestual, a língua de sinais oficial LIBRAS, reconhecida como a segunda língua oficial do Brasil. Mesmo utilizando as sinalizações e independentemente do grau de perda auditiva, ele pode ou não fazer uso de aparelho auditivo.

 

SURDO ORALIZADO

Este surdo desenvolveu sua técnica vocal e esse é o diferencial: o surdo oralizado FALA. O surdo oralizado, total ou parcial, pode usar ou não aparelho auditivo/implante coclear, e também fazer leitura labial para se comunicar. Utiliza a linguagem oral e/ou escrita. Por isto, são confundidos com pessoas ouvintes devido a boa comunicação. Em alguns casos é possível perceber na fala que se trata de surdo oralizado, pois há “sotaque”. Entretanto é importante frisar que nem todo surdo oralizado sabe a língua de sinais. 

 

SURDO BILINGUE

São surdos que dominam a língua materna, a língua de sinais; e como segunda língua, a língua oral oficial de seu país, no caso de Brasil, o português. Os surdos bilíngues seriam então, oralizados e, ao mesmo tempo, usuários da língua de sinais.

Ele é usuário de duas línguas, utilizando-se de uma ou de outra para comunicar-se, em função do seu interlocutor (se um surdo oralizado ou um ouvinte, ou se um usuário de língua de sinais).

Agora que já descrevemos sobre diferentes tipos de surdos, vamos dar as dicas de como conversar com eles.

Para um deficiente auditivo, tão importante quanto resolver ou amenizar a sua surdez, é a sua inclusão na sociedade, é poder comunicar-se com outras pessoas não-surdas.

Os surdos não são antipáticos. Às vezes parecem mais distantes ou distraídos, mas na realidade eles não estão escutando totalmente a conversa o que atrapalha a socialização.

Existem cuidados para facilitar a conversação de quem tem dificuldades em ouvir ou compreender o que foi dito, usando ou não aparelhos auditivos/implante coclear, seja o surdo sinalizado ou oralizado. Você pode ajudar, e muito, com essas atitudes:

  1. Se é primeira vez que conversam, normalmente, a pessoa faz sinal que é surdo colocando a mão no ouvido e na boca;

  2. Fique de frente. As pessoas que têm problemas de audição aprendem a ler os lábios e as expressões faciais de quem está falando. Portanto, seja expressivo! Deficientes auditivos não saberão as nuances de ironia ou seriedade em sua voz, mas entenderão suas expressões faciais, movimentos de seu corpo ou gestos;

  3. Fale em tom normal com que está usando aparelhos auditivos, evitando elevar a voz, pois isso só irá piorar a compreensão do que está sendo dito. Se a pessoa não está usando prótese auditiva fale um pouco mais alto, mas sem precisar gritar;

  4. Fale devagar, a boa dicção é fundamental. O importante para a pessoa com deficiência auditiva é acompanhar a conversação;

  5. Fale claro, não coloque as mãos diante dos lábios;

  6. Caso você note que a pessoa esteja insegura sobre o que foi dito, fale novamente usando palavras similares, ao invés de repetir palavra por palavra;

  7. Em qualquer curso, conferência ou situações semelhantes, trate de que o surdo fique bem situado. Na sala de aula a criança ou jovem surdo, ou com problemas de audição, deve ficar sempre na primeira fileira;

  8. Normalmente um surdo com perdas profundas tem um reduzido conhecimento do vocabulário da Língua Oral, dificuldades na construção das frases e no real significado das palavras. Neste caso, construa frases curtas e simples. Se não for entendido repita. Se necessário utilize outra(s) palavra(s) com o mesmo sentido;

  9. Mesmo que um surdo estiver acompanhado de um intérprete, fale olhando para o surdo, nunca para o intérprete.

  10. Não fale ao ouvido. Por mais que seja óbvio dizer isso, falar próximo ao ouvido de um surdo não funciona. Até mesmo para surdo com perda auditiva parcial, o sussurro, o cochicho não ajuda. Muitas pessoas não tem o conhecimento da tecnologia dos aparelhos, mas na maioria das próteses, o microfone fica atrás e não no meio da orelha, portanto quando quiser falar para que ninguém mais ouça além dele, basta ficar de frente para o surdo e usar os lábios sem soltar a voz;

  11. Muitos surdos não conseguem usar o telefone, por isto evite. E mesmo os que conseguem, têm alguma dificuldade apesar das tecnologias que ajudam (não muito). Na dúvida, use torpedo, SMS e bate-papos de internet. Não use caixa postal;

  12. Evite falar enquanto come. Além de prejudicar a articulação da fala, é desagradável;

  13. Por fim procure integrar o deficiente auditivo na conversação, ele frequentemente tende a isolar-se, com receio de não entender as palavras.

Revisão: Telma Nunes de Luna

Fontes

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