SURDEZ

 

Primeiramente vamos esclarecer a diferença entre perda de audição e surdez.

Perda auditiva é a diminuição da audição que produz uma redução na percepção de sons e dificulta a compreensão das palavras. A dificuldade se manifesta com diferentes graus, desde perdas auditivas mais leves até a surdez profunda e, pode ocorrer em apenas um ouvido ou nos dois.

Surdez ou hipoacusia é a ausência parcial ou total da audição, ou seja, a pessoa surda não ouve absolutamente nada.

O deficiente auditivo é classificado como surdo, quando sua audição não é funcional na vida comum e hipoacústico aquele cuja audição, ainda que deficiente, é funcional com ou sem prótese auditiva.

Estima-se que 30% das pessoas com perda auditiva podem ter problemas no equilíbrio, já que este depende de sinais nervosos de três sistemas: olhos, pernas e ouvido interno. Crianças que demoram muito para andar podem ter problemas auditivos, por isso os pais devem ficar atentos. Já nos idosos, a perda do equilíbrio é muito comum e está associada à diminuição da capacidade auditiva.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) cerca de 400 milhões de pessoas no mundo sofrem de perda auditiva. Dessas, quase 38% estão acima de 65 anos e 8% são crianças e adolescentes que tem até 15 anos de idade.

No Brasil, a surdez é uma das deficiências mais comuns. Estima-se que o número de brasileiros que possuem algum tipo de deficiência auditiva chegue a 10 milhões, de acordo com o IBGE, e a cada mil recém-nascidos, três já nascem com perda auditiva.

AS CAUSAS DA PERDA DA AUDIÇÃO
Na infância

Se uma criança nasce surda (surdez congênita), a causa pode ser genética (hereditária) ou embrionária (adquirida no útero). As principais causas da deficiência congênita são:

  • Hereditariedade: as crianças com circunstâncias congenitais como síndrome de Usher, síndrome de Down,  síndrome de Treacher Collins, síndrome de Crouzon, e a síndrome de Alport;

  • Má nutrição e anemia severa da gestante;

  • Exposição da gestante com radiação;

  • Gestante diabética e hipertensa;

  • Viroses maternas durante a gravidez (rubéola, sarampo, por exemplo);

  • Doenças tóxicas da gestante (sífilis, citomegalovírus, toxoplasmose, por exemplo);

  • Ingestão pela gestante de medicamentos tóxicos que lesam o nervo auditivo do feto e consumo de álcool ou drogas pela grávida;

  • Peri-natais: Causadas por influências que podem ocorrer no momento do nascimento, algumas horas, ou até nos primeiro dias de vida, por exemplo: o uso de fórceps para retirar a criança,  falta de oxigenação no cérebro (anóxia), hipóxia, prematuridade, baixo peso, traumas de parto, Kerniktures (depósito de bilirubina no sistema nervoso central e eristroblastose fetal (incompatibilidade do fator RH).

A deficiência auditiva pode ser adquirida posteriormente, quando ocorrem:

  • Doenças infecciosas bacterianas ou virais (otite, rubéola, meningite, sarampo, caxumba entre outros);

  • Tumores;

  • Ingestão de remédios tóxicos para os ouvidos;

  • Exposição a sons impactantes (como os de uma explosão) ou a sons contínuos muito altos (acima de 75 decibeis), por exemplo.

Perda da audição relativa à idade

A perda da audição pode ocorrer entre idades de 30 e de 40. Isto aumenta com idade e pode ter prejuízo de audição significativa.

Nos idosos, a perda de audição (presbiacusia nome técnico dado à surdez por envelhecimento). é devida aos desgastes próprios da idade. Nem sempre nosso conhecimento é capaz de discernir e identificar todas essas causas e por isso em cerca de 50% dos casos a origem da deficiência é atribuída a ”causas desconhecidas”. Talvez seja mais fácil reconhecer as causas de perdas auditivas súbitas (unilaterais ou bilaterais). Entre elas, encontram-se:

  • Formação de coágulos nos vasos que irrigam a cóclea;

  • Processos infecciosos (sarampo, rubéola, herpes, etc.), ou mesmo gripe comum;

  • Alergias (reação a soros, vacinas, picadas de abelha ou comidas);

  • Tumor no nervo auditivo;

  • Problemas metabólicos (diabete por exemplo);

  • Doenças cárdio-circulatórias;

  • Processos imunológicos que podem atacar a cóclea;

  • Excesso de ruído;

  • Infecção bacteriana do labirinto;

  • Degeneração neurológica;

  • Fratura do osso temporal;

  • Fístula perilinfática;

  • Obstrução dos condutos auditivos por cera ou inflamações.

Perda da Audição devido ao traumatismo acústico

A perda da audição também pode ser causado devido à exposição aos ruídos altos durante longos período do tempo, como nos casos de indivíduos que trabalham, como motoristas e que trabalham em indústrias. Esta exposição repetida ao ruído causa dano à estrutura delicada do ouvido interno. O traumatismo acústico e a extensão de dano dependem da duração e o volume do ruído em que a pessoa é exposta.

Outro fator é o trauma acústico que são pancada na região da orelha, estouro de uma bomba ou tiro próximo ao ouvido.

Perda da audição em consequência de algumas drogas

A surdez que essas doenças causam é a chamada surdez de percepção ou neurossensorial. Nesse tipo de surdez ocorre lesão nas células nervosas e sensoriais que levam o estímulo do som da cóclea até o cérebro. As doenças que atingem a cóclea e o nervo auditivo raramente têm tratamento.

O uso prolongada de medicamentos ototóxicos como antibióticos, aminoglicosídeos, salicilatos, diuréticos, analgésicos e antipirético pode lesionar o aparelho auditivo e levar à surdez.

 
Surdez por condução

Quando dizemos que a perda auditiva é por condução, isso quer dizer que há algo bloqueando a passagem do som do ouvido externo até a ouvido interno.

Exemplos: presença de líquido, como água no ouvido médio e introdução de algum material estranho no canal auditivo (presença de um objeto pequeno dentro do ouvido, como arroz, algodão, por exemplo).

Outras causas da perda da audição

A esclerose múltipla são outras causas da perda da audição neurológica.

A lesão na cabeça pode igualmente conduzir à perda da audição como traumatismo cranioencefálico ou AVC.

 

SINTOMAS DA SURDEZ

Em casos de surdez de grau leve as pessoas podem ter dificuldades de constatar que ouvem menos que o normal. Quando a perda se torna um pouco mais intensa os sons podem ficar distorcidos e as palavras, por exemplo, se tornam abafadas e mais difíceis de entender. Fica difícil acompanhar uma conversação de várias pessoas falando ao mesmo tempo ou em locais onde exista eco. Mais adiante, os sons habituais tornam-se difíceis de serem ouvidos e o deficiente auditivo pede, a todo o momento, que se fale mais alto ou que se repita as palavras. Geralmente, na surdez de condução o indivíduo afetado ouve melhor em ambientes ruidosos porque o ruído de fundo não o incomoda, enquanto que obriga o interlocutor a elevar o volume da sua voz. A surdez de percepção não melhora ao elevar-se o volume dos sons (gritar, aumentar o som da televisão, etc.).

Na surdez muito grave ou total, a pessoa dá sinais de nada estar escutando. Os recém-nascidos com surdez profunda não se assustam com sons altos, como seria de se esperar. Crianças com problemas de audição têm dificuldades no desenvolvimento da linguagem e se chegarem à escola sem que ela tenha sido diagnosticada, a surdez prejudica o aprendizado. Alguns casos de surdez, na dependência de sua causa, podem ser acompanhados por sintomas adicionais como, por exemplo, dor, febre, zumbido e vertigens.

A perda auditiva que surge na vida adulta deve ser motivo de preocupação para o médico e o paciente, pois além das limitações de comunicação impostas ao indivíduo, pode haver por trás da surdez uma doença em evolução que pode trazer outros problemas de saúde até mais graves do que a própria perda auditiva.

 

Principais sintomas de quem está perdendo a audição:
  1. Pede-se para repetir várias vezes ou isola-se socialmente;

  2. Dificuldade para ouvir em ambientes barulhentos;

  3. Zumbidos, chiados ou apitos no ouvido;

  4. Aumenta o volume da TV e rádio;

  5. Sensação de ouvido tampado, pressão e estalos no ouvido;

  6. Irritabilidade;

  7. Finge que entendeu o que foi conversado, tendo dificuldade em admitir a perda auditiva e procura ajuda;

  8. Evita situações comunicativas;

  9. Dificuldade de ouvir ao telefone.

Sintomas comuns apresentados por crianças com perda de audição:
  1. Não reagir a sons de forte intensidade como: batidas de portas, buzinas, etc;

  2. Não responder quando chamado;

  3. Assustar-se ao ouvir sons fortes;

  4. Imitar os sons que ouve ou brincar com a própria voz;

  5. Criança que demora para falar (com um ano e seis meses a criança já fala algumas palavras isoladas).

 

Uso contínuo de fones de ouvido causa perda auditiva precoce em jovens

Se antes a perda da audição era uma condição ligada ao envelhecimento, na era dos Ipods e demais equipamentos eletrônicos, o número de jovens com problemas auditivos não para de crescer.  Segundo um estudo recente da Universidade de Tel Aviv (Israel), estima-se que por volta dos 30 anos, essa geração já terá perda auditiva induzida por ruídos (PAIR).

Sintomas PAIR:
  • Perda auditiva;

  • Zumbidos;

  • Dificuldades de compreensão da fala.

DIAGNÓSTICO DA SURDEZ

O médico responsável pelo diagnóstico da surdez é o otorrinolaringologista. De uma maneira geral, este especialista trata das doenças dos ouvidos, nariz e garganta.

Em relação à surdez congênita é fundamental a realização do teste da orelhinha, nas primeiras horas de vida. O exame é rápido e indolor e pode detectar quase 100% dos problemas auditivos.

A história clínica do paciente é o primeiro passo diagnóstico. Podem seguir-se um exame direto do ouvido e testes com diapasão que visem determinar o tipo de surdez (se de condução ou percepção). Geralmente uma audiometria complementa o diagnóstico. Se, associadamente, estiver presente a tontura, o labirinto e o sistema nervoso central devem ser investigados por meio de testes específicos. A ressonância magnética é indicada nos casos em que houver suspeita de um tumor afetando o aparelho auditivo. A surdez central é mais difícil para ser diagnosticada e frequentemente tem de ser presumida, depois de serem excluídas as demais alternativas.

A busca da causa inicia com os exames de audiometria tonal e vocal e de imitanciometria.

Após o diagnóstico da surdez, se houver indicação de uso de aparelhos auditivos, o otorrinolaringologista encaminha o paciente para um fonoaudiólogo.

São os fonoaudiólogos que analisam a perda auditiva e recomendam o modelo ideal para cada caso. Para fazer a adaptação dos aparelhos, o especialista analisa a perda auditiva, o estilo de vida do paciente, a maneira como ele lida com o déficit auditivo, se gosta de modelos de aparelho mais discretos, entre outros.

 

TRATAMENTO

O tratamento vai depender do tipo de surdez.

 

Tratamento com medicação

Causas inflamatórias e infecciosas como otite externa e otite média, inicialmente são tratadas com medicação. Surdez súbita, quando diagnosticada em fase inicial, também é tratada com remédios que incluem antivirais, corticóides e vitaminas. Disfunção de tuba auditiva e barotrauma também são inicialmente tratados clinicamente.
Quando o acúmulo de cera no ouvido é responsável pela perda auditiva, uma simples limpeza é capaz de restaurar a audição. Já quando há perfuração dos tímpanos ou lesões nos ossos da orelha é necessário tratamento cirúrgico.
 

Prótese auditiva/Aparelho de audição

Para a perda auditiva causada pelo envelhecimento o único tratamento possível é por meio do uso de aparelhos auditivos.
Quando a causa da diminuição da audição/surdez é a lesão do nervo da audição, o tratamento é realizado com o uso de prótese auditiva/aparelho de audição, que funcionam como amplificadores do som; que permite ao paciente o retorno de sua qualidade de vida com re-inclusão social. Na criança com diminuição da audição/surdez congênita, o diagnóstico deve ser precoce para que o uso da prótese auditiva/aparelho de audição seja o mais rápido possível e a criança não tenha déficit de linguagem e aprendizado.

Cirurgia na diminuição da audição/surdez

Além de a cirurgia estar indicada nos quadros inflamatórios e/ou infecciosos crônicos do ouvido médio que não se resolvem com tratamento clínico, é indicado na surdez congênita quando a criança não tem melhora suficiente da audição com o uso da prótese auditiva/aparelho de audição. Quando os aparelhos de surdez e o tratamento cirúrgico não funcionam, há uma possibilidade que revolucionou o tratamento da surdez neurossensorial chamado implante coclear, popularmente conhecido como ouvido biônico. Para saber mais detalhes sobre implante coclear clique aqui.
 

COMO É FEITA A ADAPTAÇÃO DOS APARELHOS AUDITIVOS E IMPLANTE COCLEAR

Com a ajuda de softwares especiais, o fonoaudiólogo regula o aparelho para que ela atenda as necessidades de cada tipo de perda auditiva. É claro que os ajustes podem exigir mudanças e, por isso, pode ser necessário voltar ao consultório mais de uma vez.

O período de adaptação pode ser longo e exige paciência. Com a perda auditiva, o paciente pode perder a habilidade de distinguir sons. O aparelho auditivo não pode recuperar a audição exatamente como ela era antes da perda, mas o uso frequente traz uma série de benefícios.

 

 

NÍVEIS DE PERDAS AUDITIVAS

Audição Normal

A pessoa ouve bem qualquer som, ou seja, não apresenta nenhuma dificuldade.
Som de zero a 20 decibéis

Perda Leve

A pessoa sente dificuldade em uma conversação normal, principalmente quando há presença de ruídos, além de não ouvir o tic-tac do relógio.
Som de 25 a 40 decibéis

 

Perda Moderada

A pessoa não ouve nenhum som da fala em tom de voz natural.Apenas sons fortes como choro de criança e aspirador de pó funcionando são audíveis.

Som de 45 a 70 decibéis

 

Perda Severa

Para ouvir a pessoa precisa de um som tão alto quanto o barulho de uma impressora rotativa.
Som de 70 a 90 decibéis

 

Perda Profunda

A pessoa só ouve ruídos (vibrações) como os provocados por um a turbina de avião, disparo de revólver e tiro de canhão.
Som acima de 90 decibéis

 

PREVENÇÃO DA SURDEZ

A prevenção da surdez deve começar no útero, através da prevenção ou do tratamento de doenças maternas que podem afetar o desenvolvimento normal do aparelho auditivo do feto, do tratamento adequado das otites infantis e de cuidados com os medicamentos potencialmente tóxicos para o ouvido.

Exames preventivos de audição devem ser feitos nos recém-nascidos, porque quanto mais cedo for percebida a deficiência auditiva, mais fácil será a abordagem terapêutica. Em casa e na escola deve-se observar se há atrasos no desenvolvimento da linguagem, dificuldade de aprendizagem e isolamento, geralmente indicadores de deficiência auditiva. Deve-se evitar os ruídos contínuos acima de 75 decibeis, mas se a pessoa é obrigada a estar em locais onde eles existem, deve usar algum protetor de ouvido.

Nós podemos prevenir a perda auditiva de diversas maneiras, como:

  • Evitar a exposição a ruídos intensos; se for realmente necessário, usar tampões de ouvido;

  • Exames pré-natais na gestante pode evitar surdez na criança;

  • Vacinação da criança para impedir que tenha contato com doenças que deixem sequelas como a surdez;

  • Não tomar remédios ototóxicos sem prescrição médica.

 

COMO COMUNICAR-SE

 

Sendo a surdez uma deficiência por vezes imperceptível, costumamos não dar importância à audição. Muitas vezes observa-se a pouca tolerância e consideração para as pessoas com deficiência auditiva, ao contrário do que percebemos em relação à outros deficientes (leia mais sobre a diversidade na surdez). Na verdade não se sabe ou se esquece que a audição é o sentido que mais nos coloca dentro do mundo, sendo que a comunicação humana é essencial. É importante salientar que a maneira de falar com as pessoas que têm problemas auditivos não é a mesma que se emprega quando se fala com pessoas de audição normal.

Existem cuidados para facilitar a conversação de quem tem dificuldades em ouvir ou compreender o que foi dito, usando ou não aparelhos auditivos/implante coclear:

  1. Fique de frente. As pessoas que tem problemas de audição aprendem a ler os lábios e a face de quem está falando;

  2. Fale em tom normal com que está usando aparelhos auditivos, evitando elevar a voz, pois isso só irá piorar a compreensão do que está sendo dito. Se a pessoa não está usando o aparelho auditivo fale um pouco mais alto, mas sem precisar gritar;

  3. Fale devagar, a boa dicção é fundamental. O importante para a pessoa com deficiência auditiva é acompanhar a conversação;

  4. Fale claro, não coloque as mãos diante dos lábios;

  5. Caso você note que a pessoa esteja insegura sobre o que foi dito, fale novamente, usando palavras similares, ao invés de repetir palavra por palavra;

  6. Por fim procure integrar o deficiente auditivo na conversação, eles frequentemente tendem a isolar-se, com receio de não entender as palavras.

 

TESTE SUA AUDIÇÃO

 

Se você suspeita de alguém próximo, ou parente que tenha dificuldade ao ouvir, faça este pequeno teste, para determinar se ele possui alguma alteração auditiva.

Lembramos que é apenas um questionário, sendo necessário fazer um exame clínico para determinação da perda auditiva.

Responda SIM ou NÃO:

  1. Seus amigos ou familiares reclamam sobre sua audição?

  2. Durante uma conversa você não entende alguma palavra?

  3. É comum durante uma conversa pedir repetição para a pessoa a qual está falando?

  4. Tem dificuldades em entender a conversa ao falar no telefone?

  5. Tem dificuldades em entender as pessoas, na discriminação das palavras, quando estas falam em grupos ou em ambientes barulhentos?

  6. Evita convivio social (isola-se), ir ao teatro, cinema, restaurantes e festas por dificuldade em ouvir o que as pessoas estão falando?

  7. Ouve rádio ou assiste televisão em volume alto de forma que as pessoas reclamem?

  8. Você foi exposto a ruídos excessivos em seu ambiente de trabalho?

  9. Tem ou já teve infecções (inflamações)?

  10. Você costuma perguntar, frequentemente, palavras como: hein? hã? como? o quê?

Se você respondeu SIM a alguma pergunta, procure orientação com profissionais qualificados na área (otorrinolaringologista) os quais irão esclarecer todas as suas dúvidas e os encaminharão aos procedimentos necessários para a reabilitação auditiva.

Fontes

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Responsável: Ana Lúcia Perfoncio